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Instituto Ernesto está em greve


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Daiane Meazza


Foto: Daiane Meazza -
Foto: Daiane Meazza -

Professores e Funcionários do Instituto Ernesto Ferreira Maia de Fontoura Xavier paralisaram as atividades nesta segunda-feira, dia 11 de setembro. A paralização de deu em função do parcelamento do salário dos funcionários, que até o momento receberam apenas R$500 referente ao salário do mês de agosto. Os professores também estão reivindicando o não parcelamento do 13º salário em 24 meses, como está sendo estudado pelo Governo do Estado.

      De acordo com a diretora da Instituição, Adriana Cristina Gonçalves, só estão cumprindo horário na escola professores e funcionários contratados ou que estão em estágio probatório. “Nós da equipe diretiva da Escola também estamos trabalhando nos turnos da manhã e tarde com o objetivo de atender as necessidades mais urgentes. Os demais professores e funcionários estão paralisados”, explica.

      Segundo Adriana, nesta terça-feira, dia 12, portanto amanhã, professores e funcionários da Escola participam de um ato público organizado pelo Cepers em Porto Alegre e na quarta-feira, dia 13, professores e funcionários estarão reunidos na Escola para definir sobre a continuidade da greve ou reinicio das aulas.

      Adriana destaca a preocupação da Escola quanto aos alunos. “Estamos preocupados e agradecemos o apoio de toda comunidade escolar. Reiteramos nosso compromisso de recuperar todos os dias que eles ficarem sem aula. Também agradecemos o apoio do Poder Público Municipal, em especial do prefeito, que diante da mobilização feita por nossos alunos durante o Desfile Cívico se comprometeu em disponibilizar o transporte escolar para a recuperação dos dias letivos”, destacou Adriana.

      A diretora explica que o sentimento entre os professores e funcionários é de desvalorização. “Estamos nos sentindo lesados e sabemos que é o momento de parar e lutar por nossos direitos, de pelo menos receber nosso salário em dia. Temos professores que não estão conseguindo custear nem as despesas de deslocamento até o trabalho”, relata.

      A diretora finaliza destacando que acredita que diante da mobilização desta terça-feira, os professores possam ter alguma posição por parte do Governo e diante disso poder retornar a sala de aula.