Vida e saúde Pet

RAIVA: Porque devemos manter nossos animais vacinados?


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Por: Debora Lemes Silva - Médica Veterinária



Há mais de 30 anos não são relatados casos de raiva em humanos no Rio Grande do Sul, mas isso não significa que podemos dispensar as medidas necessárias para que essa situação se mantenha. Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado, Há circulação do vírus entre bovinos, eqüinos e morcegos em quase todo território gaúcho. Em 2014 e 2015, foram relatados casos de felinos com raiva em áreas urbanas.

A raiva é uma zoonose viral, ou seja, uma doença que pode ser transmitida de animais a seres humanos, a transmissão se dá pela inoculação do vírus presente na saliva e secreções do animal infectado (mordedura, arranhadura ou lambedura). A doença atinge o sistema nervoso dos animais, ou dos seres humanos infectados, causando uma encefalite progressiva aguda e fatal.

Sendo assim, devemos permanecer em constante estado de atenção, para que a ocorrência de casos de raiva em humanos não se torne uma realidade.

Devemos lembrar que existe prevenção e que a vacinação dos animais torna-se indispensável para que a circulação do vírus entre os mesmos diminua ou se torne inexistente. Não devemos manipular, sem proteção, os morcegos hematófagos (alimentam-se de sangue), já que eles podem conter o vírus e, em casos de acidentes (mordidas) de cães e gatos devemos imediatamente nos certificar que o animal não possui sintomatologia da doença e que esteja vacinado, caso contrário, devemos procurar assistência médica.

Com relação aos cães e gatos, é imprescindível a vacinação profilática da raiva que deve ocorrer em consultórios e nas clínicas veterinárias, sendo recomendada a partir dos 90 dias de vida, conforme especificidades de cada produto comercial, sendo que o reforço dessa vacinação deve ocorrer anualmente.